STOP LOSS – Parte I


STOP LOSS – Parte I


Alcançar o equilíbrio econômico-financeiro é um desejo e uma necessidade, não apenas das empresas que operam planos de saúde como também das empresas de qualquer setor. Acertar é prêmio, em um cenário em que muitos são os fatores que podem contribuir para o resultado negativo de uma operadora. A sinistralidade alta, elevação de impostos, reajuste de preços em índice insuficiente, gastos administrativos elevados, despesas crescentes, endividamento de curto e médio prazos, dentre outros, podem abalar a estrutura das mais sólidas operadoras.

Diante de tantos desafios, é imprescindível que ações e cuidados sejam tomados continuamente no decorrer das operações.  Pensando nisto, com base em observações e análises de diversas operadoras de planos de saúde nos últimos anos, gostaria de fazer algumas considerações que podem contribuir para reduzir os riscos sobre um tema pouco considerado:

Stop Loss: modalidade de seguro para cobertura dos riscos tomados pela Operadora.  O seguro é em geral colocado por resseguradores através de seguradores e estabelece limites de retenção da Operadora (franquia) e limites de cobertura pelo segurador /ressegurador. 

O seguro possibilita a Operadora evitar “picos” de sinistralidade gerados por casos pontuais, mantendo a estabilidade financeira a longo prazo.

Para obtenção de equilíbrio de um plano recomenda-se que a receita seja suficiente para a cobertura do maior risco dentro do período mais curto. Dependendo da situação atual da operadora ou uma venda equivocada poderá tentar um enorme prejuízo quando se verifica a ocorrência de um evento de ponta (alto custo). Buscando minimizar esse risco temos a contratação do seguro tipo stop loss (seguro franquia ) ou a formação de um fundo próprio.

Devemos pensar em alternativas, pois o cenário atual é de clientes insatisfeitos com o aumento constante nos custos do plano de saúde, desgaste entre clientes e operadora gerando a troca de operadora, expectativa do cliente ter melhor previsão de custo e carência por parte da operadora de um modelo de gestão para acompanhar esse “movimento”. 

Continuarei esse assunto em breve, no artigo parte II.

Luiz Fernando Amaral
Consultor
Strategy Consultoria Atuarial e Regulatória


Data do artigo: 31/08/2017