STOP LOSS – Parte II


STOP LOSS – Parte II
 

No informativo do dia 31/08/2017 foi publicado a coluna contra ponto com a primeira parte desse artigo. 
Parte I - http://www.strategyconsultoria.com.br/?p=artigo.php&id=202
 

Existem duvidas quando falamos sobre o tema seguro Stop Loss Saúde, sendo assim, apresento algumas considerações:

Atualmente, existem grupos internacionais trabalhando nesse segmento no pais. Empresas globais e diversificadas e que são líderes no mercado de Resseguros internacional.

Assumindo o desafio de controlar os custos em saúde, o Stop Loss começa a tomar força no Brasil, principalmente pelo aumento dos gastos em saúde nas apólices corporativas de pequeno e médio porte.

O intuito é mitigar o risco em uma empresa através do seguro, realizando a manutenção do beneficio no longo prazo e “proteção” a eventos de alto custo.

Como funciona o Stop Loss:

Limites :

– Franquia por beneficiário;
– Limite máximo de cobertura por beneficiário ou da Apólice.

Cobertura para gastos relacionados no rol de coberturas do plano de saúde, que ultrapassem o valor da franquia definida por segurado (até o valor da franquia a cobertura é por conta da operadora contratada para a prestação de serviços de assistência médico-hospitalar).

O cálculo do Prêmio é revisto anualmente, sem reajuste automático por sinistralidade. O faturamento é mensal com base no número de participantes do plano de saúde instituído.

Ainda com poucas opções no mercado, esta modalidade de seguro, que antes era tida como uma ferramenta de contenção dos efeitos dos sinistros e ou eventos de alto custo para as Operadoras, passou a ser tomada como ferramenta de financiamento do fluxo de caixa. Atualmente, com a falta de apetite das Seguradoras e Resseguradoras que oferecem ou pretendem oferecer o produto, fica bastante prejudicada a oferta do Stop Loss na saúde.


De qualquer forma, já temos algumas alternativas no Brasil e ainda continua sendo uma opção de redução do impacto imediato do evento no fluxo de caixa. A outra alternativa recomendada além deste seguro seria a implantação de um Fundo de Alto Custo desenvolvido para um grupo de Operadoras.

Outra alternativa, ainda, poderia ser um fundo multipatrocinado, onde diversas operadoras participam. Nesta modalidade, ressaltamos que as regras devem ser claras para todas as participantes, visando proporcionar segurança jurídica para todos as partes relacionadas.




Luiz Fernando Amaral
Consultor
Strategy Consultoria Atuarial e Regulatória

 


Data do artigo: 09/11/2017