O risco de mais 3,4 milhões de desempregados no País!




O risco de mais 3,4 milhões de desempregados no País!

 

O mercado de Saúde Suplementar no Brasil vem sofrendo ano após ano com o incremento de diversos custos, tecnologias e desperdícios, que afetam sua sustentabilidade atual e futura.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, atualmente o mercado possui aproximadamente 50 milhões de beneficiários, sejam possuidores de planos médico-hospitalares, sejam odontológicos. Esse número sofreu fortes quedas nos últimos 2 anos, devido às dificuldades que o setor vem enfrentando. O setor de saúde suplementar emprega direta e indiretamente aproximadamente 3,4 milhões de pessoas (IESS - Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar – Ago/17) e vem mantendo esse nível de emprego com pequeno crescimento no último ano, mesmo com a crise do País. Um segmento que no ano 2016 recebeu cerca de R$ 162 bilhões em receitas e gastou aproximadamente R$ 137 bilhões com procedimentos médicos, hospitalares, diagnósticos e odontológicos, está vislumbrando um futuro (que pode estar bem próximo) negro e que coloca em cheque sua perenidade.

Impactado pela mudança demográfica e epidemiológica da população, inclusão de novas coberturas assistenciais, mudança no comportamento da utilização dos serviços de saúde pela população, ineficiência do modelo de pagamento atual dos serviços e do incremento de novas tecnologias e informações no setor, este segmento sofre uma ameaça constante de extinção.

As Inovações Tecnológicas e da Informação impactam significativamente nesse setor, principalmente, mas sem se esgotar por aqui, com:

  • Novos equipamentos diagnósticos;
  • Novos tratamentos;
  • Consumidor “demandando” procedimentos diagnósticos;
  • Saúde pela internet – “Dr. Google”;
  • Acesso à informação – consumidor deve ser cada vez mais informado;
  • Assimetria de informações.

A discussão, sem um objetivo comum e uniforme, entre as partes relacionadas desse segmento (operadoras, clientes, prestadores, governo, etc.) não alcançará o objetivo principal que é a manutenção desse mercado. Notadamente, o povo brasileiro possui características impares para superar crises, entretanto, é imprescindível agir com transparência, unidade e foco para salvarmos o segmento de saúde suplementar e esse mundo de empregos.

Debates, palestras, fóruns, audiências públicas, enfim... todo o tipo de evento possível envolvendo os grupos interessados já foram realizados, sempre com “cada um puxando a corda pro seu lado”. Entretanto, nenhum deles surtiu ou surtirá efeito se todos não apresentarem seus números de forma transparente e colocando de lado seus interesses individuais em prol da coletividade. Prestadores precisam saber que não sobrevivem sem as operadoras, operadoras precisam saber que não sobrevivem sem clientes e clientes precisam saber que não podem depender exclusivamente do SUS. Só assim é que o segmento de saúde suplementar poderá ser salvo e se perpetuar, proporcionando saúde, conforto e emprego para mais de 53 milhões de pessoas.


Fabio Teixeira
Gerente Atuarial e Estratégico

Unimed Nova Iguaçu

 


Data do artigo: 23/11/2017