Gestão Eficaz e Transparência - Ingredientes primordiais para a sustentabilidade na saúde suplementar.

Raquel Marimon compartilhou suas idéias e conhecimentos sobre o mercado da Saúde Suplementar em 2017, na entrevista realizada pela Revista Healthcare Management 47ª edição. Confira!

Gestão Eficaz e Transparência

Ingredientes primordiais para a sustentabilidade na saúde suplementar.

Em 2017, o mercado da Saúde Suplementar deve ainda retrair-se um pouco no segmento de planos coletivos empresariais, contudo ainda há expectativa de leve crescimento no segmentode planos por adesão e estabilização nos planos contratados por pessoas físicas quanto ao número de beneficiários.

A previsão é de Raquel Marimon, diretora presidente da Strategy, consultoria atuarial e regulatória para a saúde suplementar. A executiva pondera ainda que a inflação médica tem pressionado muito o setor, motivando as organizações a buscarem alternativas de gestão para seus custos assistenciais, tais como implantação de autorização de internações por DRG - Diagnosis Related Groups. "Estamos auxiliando diversos clientes neste sentido, inclusive firmamos uma parceria com o DRG - Brasil no sentido de auxiliar seus clientes na implantação bem-sucedida e monitoramento das despesas assistenciais."

Raquel considera que as operadoras de planos de Saúde não estão tendo iniciativas para este atual momento. "Não se experimenta, há mais de 15 anos, a redução de beneficiários e muitos dos executivos atuais não chegaram a vivenciar esta realidade. Eles não sabem como reagir. Na verdade, a redução do número de beneficiários é apenas uma faceta do problema", afirma.

Ainda que o setor tenha passado por diversas transformações (o prestador que passou a cobrar mais e com mais eficiência no processo; a classe médica que reivindicou uma remuneração mais justa e obteve sucesso; os serviços auxiliares de terapias, como fonoaudialogia, psicoterapia, dentre outros, que passaram a ser cobertos; a cada dois anos a lista de procedimentos cobertos, o rol, aumenta) muitas operadoras ainda não souberam se posicionar diante deste novo contexto.

"Muitas levam 8 meses para avaliar se devem reduzir a estrutura administrativa ou não, enquanto sua carteira de clientes reduziu de 5% a 8%. Volto a afirmar o que falei no 6º Seminário Unidas: falta gestão. Há falta de estrutura nos processos, de transparência com o comprador e com o prestador", resalta a diretora.

Leia esta matéria na íntegra...