Relatório Europeu diz que Saúde funciona melhor sem políticos ou agências de financiamento

O relatório Euro Health Consumer Index 2017 foi divulgado no final de janeiro de 2018 e diz que forma clara que o setor de saúde funciona melhor em países que em que o setor não excluiu políticos, burocratas e agências de financiamento. Holanda, Suiça e Dinamarca têm os melhores serviços de saúde da Europa.
 
 
O EHCI 2017 dá grande enfoque à acessibilidade e aos tempos de espera referindo que “ter listas de espera sai mais caro que não as ter”, pois “não poupam dinheiro”. Segundo o relatório, ainda existem muitos países se apegam a formas ineficientes de financiar e prestar serviços de saúde. E recomenda que se tome como exemplo países como a Holanda e a Suíça, mas também os países pequenos como Finlândia, Eslováquia, Montenegro e Macedônia. 
 
A Holanda, líder do ranking, combinando o melhor desempenho com a relação qualidade/preço, juntamente com a Islândia ea Finlândia. o
 
O sistema holandês - sistema Bismarck - é caracterizado por uma grande variedade de provedores de seguro de saúde em competição e seprando cuidadores / hospitais, ao contrário do que sucede no Reino Unido, em que o NHS é financiado por impostos ("Beveridge"). Isso significa que as decisões operacionais na Holanda são de forma invulgarmente elevada obtido através do aconselhamento de profissionais médicos por organizações de pacientes. É uma realidade em que agências de financiamento, políticos e burocratas parecem mais distantes das decisões sobre cuidados de saúde operacionais
 
Espera, sofrimento e dinheiro
"A saúde é basicamente uma indústria de processos. Qualquer gestor profissional saberá que procedimentos suaves com um mínimo de pausa ou interrupção são a chave para manter o baixo custo. É por isso que a fragmentação do processo com longas listas de espera causa custos mais altos, não economia de custo", diz o relatório, dando os exemplos pela negativa dos países do NHS com abismal
tempos de espera como Irlanda, Reino Unido, ou mesmo Noruega e Suécia.
 
O EHCI 2017 ainda elogia áreas em que os cuidados de saúde europeus apresentam contantes melhorias: mortalidade infantil
e as taxas de sobrevivência de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e câncer, ou o desenvolvimento da escolha e o envolvimento do paciente. 
 
No ranking surgem alguns recém-chegados surpreendentes entre países que não têm listas ou têm listas mínimas de espera nos cuidados de saúde. Montenegro alcançou resultados semelhantes à Macedônia em 2013, introduzindo um sistema nacional de encaminhamento eletrônico em tempo real. Eslováquia compartilha o topo de acessibilidade absoluto com a Suíça. A Finlândia tem vindo a subir no EHCI e, em 2017, conseguiu combinar baixo custo com resultados de tratamento de primeira classe. 
 
O EHCI conclui olhando para o que os sistemas de saúde de alguns dos países de menor dimensão, com sistemas de saúde mais eficazes, e refere que seria uma boa inspiração para muitos governos europeus. 
 
O EHCI, iniciado em 2005, é a principal comparação anual para avaliar o desempenho de sistemas nacionais de saúde em 35 países, com base nos resultados de um conjunto de indicadores, englobando desde 2014 as seguintes seis áreas temáticas: Direitos e informação dos doentes; Acessibilidade; Resultados; Diversidade e abrangência dos serviços prestados; Prevenção; Produtos farmacêuticos. O EHCI é compilado a partir de estatísticas públicas e de investigação independente, sendo a sua execução da responsabilidade da Health Consumer Powerhouse.
 


Data da notícia: 06/02/2018

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