Os efeitos de ter um seguro de saúde privado na Espanha

Nos últimos anos, a crise econômica tomou conta da Espanha e o governo do país decidiu cortar gastos em todos os setores, inclusive na área da saúde. O resultado não foi nada satisfatório já que a população sofreu consequências no atendimento em hospitais com longas filas de espera, falta de médicos e outros profissionais, e maiores coparticipações nos custos de cada serviço utilizado.

Diante deste cenário, surgiu o estudo Effect of private health insurance on the use of health care services: the case of Spain (Efeito de ter um seguro de saúde privado sobre o uso de serviços de saúde: o caso da Espanha), divulgado na 21ª edição do Boletim Científico IESS, com o objetivo de avaliar os efeitos do seguro de saúde privado no país.

Segundo dados do European Community Household Panel (ECHP), da Pesquisa Nacional de Saúde (SNHS), realizada no período de 1998 a 2001, e das estatísticas da União Europeia sobre Rendas e Condições de Vida (EU-SILC), de 2011 a 2012, apenas 12,45% dos espanhóis possuem cobertura de serviços de saúde públicos e privados.

Ainda de acordo com o estudo, os resultados de todos os modelos testados mostraram que ter um seguro privado gera um efeito positivo na utilização: nas consultas ao clínico geral, ter um seguro privado em relação aos que não possuem, gera um aumento no número de consultas médicas na faixa de 0,069 a 0,13. Já em relação as consultas com especialistas, o efeito positivo está na faixa de 0,067 a 0,112.

Com esse resultado, resta ao governo espanhol estudar se a promoção do seguro médico privado reduziria as filas de espera e aumentaria a qualidade da saúde e quais os tipos de medidas e parcerias entre público e privado que poderiam ser criadas para beneficiar a população e melhorar o atendimento nos hospitais.


Data da notícia: 11/01/2018

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